Trabalhar demais nem sempre é sinônimo de resultado melhor. Isto é o que diz a OECD (Organização para o Desenvolvimento Econômico e Cooperativo).
De acordo com as estatísticas deles, muitos lugares do mundo apresentam um declínio na produtividade, mesmo quando houve aumento nas horas de trabalho. Um exemplo é o trabalhador comum israelense, que tem jornada elevada, mas produz apenas 34 dólares por hora, o que seria 30% abaixo do padrão da Organização.
Uma das razões para as baixas pode ser a crise de 2008 que repercute até os dias de hoje. Para eles, produtividade está ligada à tecnologia, treinamento, educação e crescimento econômico bruto (pib). Quanto maior forem esses quesitos, maior será o nível do país. Noruega, Irlanda e EUA são os líderes no ranking de produção global por hora.
Para o Prof. Dan Ben-David, da Universidade de Tel Aviv, a produtividade também não tem a ver com o tempo e sim com a infraestrutura humana e física de uma empresa. No caso de Israel, a educação e tecnologia também estão sofrendo uma constante redução desde a década de 70.
Nas estatísticas da OECD, o tempo não apresentava nenhuma relação de crescimento e sim a eficiência da produção. O pior caso apresentado foi o do México, que estava na última posição, produzindo apenas 14 dólares por hora trabalhada. Essa é só mais uma prova de que, às vezes, menos é mais. Confira a matéria na íntegra:
Fonte: HAARETZ








