O programa de benefícios flexíveis (também chamado de flex ou beneflex), como o próprio nome já diz, é um modelo estruturado para que o empregado tenha a oportunidade de escolher, dentro de critérios previamente definidos, os benefícios que mais se encaixam ao seu perfil e momento de vida.
Esse tipo de abordagem ainda causa muita curiosidade nas empresas. Apesar de ser muito comum nos Estados Unidos, na Europa e no México, no Brasil nunca teve a expansão esperada. A estruturação do programa varia de local para local e no mercado brasileiro é focada exclusivamente em benefícios. Já em alguns países europeus e no México, por exemplo, a estruturação do flex é voltada também à remuneração, com possibilidade de vantagens tributárias dependendo das escolhas do empregado.
Pesquisa realizada recentemente pela Watson Wyatt, que contou com a participação de 162 empresas dos mais variados tamanhos e segmentos, levantou informações sobre as práticas de benefícios flexíveis no Brasil, os principais motivadores e os receios em adotar tal abordagem.
Apesar de a grande maioria das organizações não adotar um programa formal de Benefícios Flexíveis – apenas 4% o faz -, foi possível observar que mais de um quarto que não possui esse modelo deseja efetuar algum estudo em breve sobre o tema, enquanto cerca de um quinto das entrevistadas já estudou a viabilidade de implantar o programa, mas decidiu não seguir em frente com o modelo. Estas últimas apontaram os riscos legais (50%) e os custos do programa (43%) como os principais fatores que frearam a implantação do flex.
Das companhias que possuem o modelo de benefícios flexíveis, 60% adotam o modelo de preços e créditos, que tem como características a permissão da flexibilização de diversos benefícios a serem “comprados” de maneira individual, com custo e contribuição relacionados aos benefícios e fórmula de cálculo com vários atributos para diferenciar os créditos individuais. As outras 40% informaram possuir o modelo de preços e créditos com conta de gasto flexível, cuja principal diferença em relação ao modelo anterior é a criação de conta flexível para utilização do saldo não gasto com os benefícios, em modelo conhecido como “full flex”.
Quando questionadas sobre os principais motivadores para a implantação de um modelo de benefícios flexíveis, todas as empresas que já adotam essa abordagem afirmaram “reter talentos” e “atrair talentos”, seguidos por “satisfazer as necessidades dos empregados nas diferentes etapas de sua vida” e “diferenciar-se da concorrência” com 83% das respostas. Já aquelas que não adotam o modelo responderam “satisfazer as necessidades dos empregados nas diferentes etapas de sua vida” (80%), seguido por “reter talentos” (66%), “atrair talentos” (59%) e “demonstrar ao empregado o valor dos benefícios” (54%).
Outro ponto de destaque é que, tanto as organizações que possuem um programa formal de benefícios flexíveis quanto as que não possuem tal abordagem, apontaram os “riscos legais / trabalhistas” (67% das que possuem e 68% das que não possuem) e a “administração do programa” (67% das que possuem e 65% das que não possuem) como os principais inibidores para a implantação de um programa desta natureza.
O estudo observou ainda que, das empresas que já adotam o modelo, todas utilizaram pareceres jurídicos para sustentar a posição da implantação do programa, e não houve demanda judicial após sua introdução. Outro importante resultado foi de que todas as participantes reportaram uma melhoria na satisfação dos empregados em virtude da implantação do programa de benefícios flexíveis e, diante dos resultados obtidos, pretendem manter o modelo.
Apesar de já haver respostas para as questões que mais inibem as empresas no momento de iniciar o beneflex, ainda há muito receio para avançar na implantação de um programa formal de benefícios flexíveis. Um ponto que deve ser ressaltado é que, antes de decidir pela implantação, a companhia deve analisar se questões, como tamanho, setor de atividade, dispersão geográfica, entre outras, podem ser determinantes para o sucesso ou fracasso da iniciativa.
Sobre a Watson Wyatt Worldwide
A Watson Wyatt (NYSE, Nasdaq: WW) é a parceira das organizações líderes do mercado global em assuntos financeiros e de capital humano. Os serviços globais da empresa incluem: gestão de custo e eficácia dos programas de benefícios aos empregados; desenvolvimento de estratégias de retenção, atração e recompensas; consultoria estratégica e financeira às seguradoras e empresas de serviços financeiros; e a provisão de tecnologia, serviços de informação e terceirização relacionados a recursos humanos. A Watson Wyatt tem mais de 7.700 associados distribuídos em 33 países. Visite nossa página na rede em www.watsonwyatt.com.








